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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Entrevista: Babi A. Sette

1) Quem é Babi A. Sette? 
Romântica, sonhadora, intensa. Exigente, perfeccionista, detalhista, ou eu faço com o coração e alma ou nem me peça para fazer. Feliz, enquanto escrever eu serei feliz. Sou mãe de uma menina, de um gato, de um cachorro e dos meus personagens. 

2) Houve algum momento marcante durante a sua vida em que você colocou a carreira de escritora como um objetivo ou você sempre sentiu que esse era o caminho que você iria seguir?
Não. Não houve um momento. De certa maneira eu sempre soube que era isso que me faria feliz... escrever. Quando eu entendi que não era apenas escrever e sim, contar histórias através da escrita a coisa veia como uma erupção que não parou mais. É como se todas essas historias e personagens estivessem aí na boca do vulcão, apenas esperando a meu "click interno"para virem a tona. 

3) Quais foram as coisas mais difíceis em escrever e publicar "Entre o amor e o silêncio" e "A Promessa da Rosa"?
Acho que o maior desafio foi interno. Quando eu entendi que estava na hora de publicar (eu demorei uns dois anos para tomar essa decisão), as coisas aconteceram e ainda acontecem como eu acredito, sempre para o melhor. Sobre o processo de escrita; os meus livros são  bem intensos e eu vivo cada linha que escrevo, não acho que isso seja uma dificuldade, apesar dos desafios inerentes a trama, vejo todo o processo como algo verdadeiramente mágico, eu me curo escrevendo e dando vida aos personagens, descubro partes minhas que eu nem sabia que existiam.

4) "Entre o amor e o silêncio" foi muito bem recebido pela crítica em geral. Como você se sente com tamanha aceitação?
Se você me pedisse para colocar em uma palavra ela seria: gratidão.

5) Qual foi a sua principal inspiração para o livro "A Promessa da Rosa"? O que podemos esperar desse novo livro?
Eu vi uma cena de uma amante famosa, de rosas e de uma paixãoo avassaladora dessas que as pessoas se sentem capazes de matar ou morrer por ela. Reviravoltas, emoções... muitas. Uma história de superação e de amor.

6) Quando você constrói seus personagens, utiliza referências reais? Alguma característica sua, algum amigo, algum artista? Você consegue imaginá-los sendo interpretados por atores?
Sim e não rs. Uma mistura das duas coisas.
Sempre imagino atores, sempre vejo as cenas como em um filme. E sim, meus personagens recebem pitadas de pessoas reais, das minhas experiências...

7) Como você lida com as críticas sobre o seu trabalho?
Eu tento ver as criticas como algo que faz parte do processo d publicação. Nem sempre elas são positivas e quando é assim acho que é expressão de outra pessoa. Uma vez que eu publico o livro eu entrego ele ao Universo. E assim ela não é mais meu. Na verdade acho que nunca foi rs. Sei que toda a experiência humana é algo único e intransferível, e com a leitura isso talvez seja muito evidente, estamos lidando com a imaginação das pessoas, as histórias tem a capacidade de falar intimamente com os leitores. Olhando sobre esse prisma vejo que cada crítica seja ela positiva ou não é um reflexo dessa experiência individual, é muito mais sobre o leitor do que sobre a obra na minha opinião e isso é o que torna essa vida tão fascinante. Essa infinidade que cada um de nós é.  

8) Como é o seu processo criativo? Você costuma esquematizar o livro antes de escrever ou deixa a imaginação fluir?
Deixo fluir, se eu esquematizar acho que sou tão impulsiva, intensa e destronizada que isso me atrapalharia no lugar de ajudar, capaz que no fim eu tivesse tendo mais trabalho tentando organizar um esquema do que criando qualquer coisa, risos.

9) Você tem projetos para futuros livros em andamento?
Sim, estou escrevendo um romance histórico, do mesmo período da Promessa da rosa; é na verdade, o romance da irmã da Kathelyn, da Lilian.

10) Você tem alguma mensagem para os seus atuais e futuros leitores?
Quero agradecer de coração; são vocês que tornam esse sonho real; os personagens abracem também, sem vocês eles não estariam tão vivos. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Entrevista: Raphael Montes

Olá pessoal! :) Vocês viram na resenha de Dias Perfeitos o quanto esse livro me deixou sem fôlego. Que livro sensacional!
É por isso que nos propusemos a trazer essa entrevista para a Semana Companhia das Letras. O Raphael foi muito simpático ao aceitar responder algumas perguntas.
Espero que vocês gostem! Vamos lá?




Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Advogado e escritor, publicou contos em diversas antologias de mistério, inclusive na Playboy e na prestigiada revista americana Ellery Queen Mystery Magazine. Suicidas (Saraiva), romance de estreia do autor, foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura 2010, do prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prêmio São Paulo de Literatura 2013.




1) Quem é Raphael Montes? 
Sou um carioca de 23 anos apaixonado por música brasileira, livros, vôlei de praia e comida tailandesa. Toco saxofone e flauta transversa, mas não tenho o menor talento pra música. Desde os doze anos, quero ser escritor, mas me formei em Direito pela Uerj. Publiquei Suicidas (Ed. Benvirá) em 2012, romance que felizmente foi sucesso de público e crítica, finalista do Prêmio Benvirá de Literatura 2010, do Prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Em 2014, publiquei Dias Perfeitos (Ed. Companhia das Letras), que esgotou a primeira edição de dez mil exemplares em menos de três meses. Dias Perfeitos teve os direitos de tradução vendidos para 8 países (EUA, Canadá, Inglaterra, França, Espanha, Itália, Alemanha e Holanda) e será adaptado para o cinema. Com isso, dei um tempo na advocacia para me dedicar exclusivamente à literatura.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Entrevista: Paula Brackston

Olá leitores! Como vocês viram na resenha, A filha da feiticeira foi um dos melhores livros que eu já li. Gostei tanto que me deu vontade de fazer uma entrevista com a autora do livro, Paula Brackston. Entrei em contato com a autora, que é muito simpática, e ela respondeu algumas perguntas para o blog. 
Vamos conferir?






Paula Brackston vive nas florestas do País de Gales e é formada em escrita criativa pela Universidade de Lancaster, Inglaterra. Em 2007, foi finalista do prêmio Crème de la Crime para novos autores. Em 2010, seu livro Nutters (escrito sob o pseudônimo de P. J. Davy) foi finalista do Mind Book Award. A filha da feiticeira é sua estreia no Brasil.





Estante Vertical: Quem é Paula Brackston? E por que você se tornou uma escritora?
Paula Brackston: Eu nasci em Dorset, em uma vila no sul da Inglaterra, mas me mudei com a minha família para o País de Gales quando eu tinha cinco anos. Eu cresci nas montanhas, quilômetros distante de qualquer pessoa e de qualquer lugar, então eu tinha que usar a minha imaginação quando chegava a hora de brincar. Meu irmão e eu sempre inventávamos histórias para contar um para o outro, muitas envolvendo magia.
Meus pais são pintores, então talvez haja alguma veia artística em mim. Eu sempre amei escrever, mas, por muitos anos, eu pensei que isso não era um trabalho de verdade.

EV: Como você se sente com o seu primeiro livro sendo publicado em várias partes do mundo?
PB: É maravilhoso! Eu acho que você tem que escrever o que te dá prazer, o que você gostaria de ler, mas ainda assim todo autor quer audiência para suas histórias. Quando eu imagino que pessoas do outro lado do mundo estão lendo meu livro em várias línguas diferentes, eu fico maravilhada. E eu adoro receber algum retorno dos leitores também!

EV: Em A filha da feiticeira eu notei que você usou muitos elementos da bruxaria clássica. O que te inspirou a escrever sobre esse tema? 
PB: De uma perspectiva moderna, nos somos inclinados a explicar a bruxaria, tanto a histórica quanto a atual. Então eu comecei a pesquisar as caças as bruxas na Inglaterra no século XVII. Historiadores nos contam que a maioria das mulheres acusadas de bruxaria eram parteiras, curandeiras ou então mulheres que viviam por conta própria e que não tinham ninguém para defendê-las. Eu comecei a pensar: e se alguma dessas mulheres fosse bruxa de verdade? A personagem Elizabeth Hawksmith cresceu a partir dessa ideia.

EV: Existem partes de A filha da feiticeira que você achou difícil de escrever?
PB: Sim. Escrever sobre a morte de uma pessoa ou de um animal sempre é difícil. Você tem que se aprofundar e sentir muito o assunto. Afinal, se você não é movido pela sua própria escrita, por que outra pessoa deveria ser? E não é essa a maior motivação dos escritores – mover pessoas? Nesse livro, a parte da I Guerra Mundial foi particularmente desafiadora. Eu espero ter atingido o tom certo – com muita honestidade (o que pode ser brutal), mas sem ser clichê ou então voyeurista, se você entende o que eu quero dizer.

EV: Como você gostaria de viver a sua vida se você fosse uma bruxa imortal? Você viveria como a Bess ou você aproveitaria de outras maneiras?
PB: Oh, essa é uma pergunta interessante! Eu acho que seria um pouco solitário, então eu faria coisas para aliviar isso, que é o que a Bess faz com a cura, quando ela se atreve a fazê-lo, eu acho. Talvez eu teria um cachorro e iria cuidar das próximas gerações, para que assim eu tivesse sempre um descendente comigo. 
Com certeza eu ficaria tentada a voar mais, mas eu me arriscaria a ser descoberta. Não sei o que meus vizinhos fariam se eu voasse para baixo e para cima pelo vale.
O que eu queria era que Bess descobrisse que a magia dela não significa que ela é impotente, como muitas mulheres séculos atrás. De uma forma indireta isso lhe deu a sua independência.


EV: Você gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Estante Vertical?
PB: Eu espero que vocês gostem de ler A filha da feiticeira e que a Bess fale com vocês. Meu último livro, A feiticeira de inverno, deve ser lançado no ano que vem, eu acredito.
Eu sou privilegiada de passar a minha vida profissional fazendo o que eu amo – escrevendo! Só sou capaz de fazer isso por causa dos meus leitores, então eu gostaria de agradecer a todos os fãs de ficção fantástica no Brasil, daqui do pequeno e montanhoso País de Gales. Diolch, a hwyl fawr!*

*Até mais e obrigada, em galês.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entrevista: Beth Fantaskey

Olá leitores! Hoje venho trazer uma entrevista super especial de uma autora que foi muito simpática e adorável ao responder todos os meus e-mails: Beth Fantaskey, autora de Como se livrar de um vampiro apaixonado. Espero que vocês gostem!

  • Quem é Beth Fantaskey? 

Sou uma pessoa muito tímida e quieta, mãe de três meninas que sempre me apoiaram. Fui repórter para jornais e revistas e fui também escrevi discursos antes de começar a escrever ficção cerca de 10 anos atrás. Eu moro em uma cidade pequena na Pensilvânia, que está localizado na parte nordeste dos Estados Unidos.

  • Quando você percebeu que queria ser escritora?

Eu fui escritora toda a minha vida. Eu nunca quis ser nada além disso!

  • Quais foram as coisas mais difíceis em escrever e publicar Como se livrar de um vampiro apaixonado?

Para mim foi difícil ser paciente. Eu queria que o livro fosse publicado assim que a editora o comprou, mas isso demorou quase um ano. É uma indústria lenta e eu sou uma pessoa que gosta de fazer as coisas rápido.

  • Como você se sentiu quando soube que o seu livro iria ser lançado no Brasil?

Eu fiquei muito empolgada! O livro recebeu um grande suporte dos leitores brasileiros. Eu fiz muitos “amigos” no Brasil, o que é ótimo!

  • Você tem algum conselho para aqueles que estão tentando publicar um livro ou querem escrever um?

 Meu conselho é que você trate a escrita como qualquer coisa que você quer ser bom – o que significa que tem quer ser praticado todo dia. Eu sinto que as pessoas acham que escrever é como um talento que você tem ou não. Mas é um talento que você pode desenvolver com trabalho duro e prática. Então eu sempre encorajo os novos escritores a se sentarem e trabalharem, assim como você praticaria piano se você quisesse ser o pianista de um concerto, ou treinar as jogadas se você quer ser uma estrela do futebol.
Como eu já falei, eu trabalhei como escritora profissional por quase vinte anos antes de tentar escrever um livro e eu aprendi uma coisa em todos os dias que eu trabalhei.

  • Dragomir ou Vladescu?  Eu estou inclinada ao poder dos Vladescu.
  • Autor favorito? Charles Dickens.
  • Livro favorito? O conde de Monte Cristo.
  • Frase favorita? “Se você quer ser feliz, seja.” – Tolstoy
  • Frase favorita de Como se livrar de um vampiro apaixonado.

"Apesar do prega o feminismo, o cavalheirismo não sugere que as mulheres sejam impotentes. Ao contrário: ele é uma admissão da superioridade das mulheres. Um reconhecimento do poder que vocês tem sobre nós."
Mensagem para os fãs:

"Eu queria dizer para os leitores brasileiros que eu sou muito agradecida por apoiarem o meu livro e por me mandarem tantas mensagens ao lerem. Eu sinto como se tivesse feito muitos novos amigos – e essa é realmente a melhor parte de escrever um livro. Obrigada!"

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Entrevista: Gisele Carmona

Olá leitores! Eu fiz uma entrevista com a nossa parceira Gisele Carmona na semana passada e hoje vou postar aqui para que vocês vejam um pouquinho do quanto é simpática, boa pessoa e tudo o que há de bom! :) 
Não se esqueçam que está rolando um sorteio do livro da Gisele, Nas Trevas e Na Luz - Volume I.

  1. Olá Gisele! Para começar, conte um pouco mais sobre o seu livro.
O meu livro foi resultado de um sonho. Aliás, assim como a maioria dos meus textos. Sou uma pessoa tão agitada que não consigo sossegar nem dormindo, rs.
Juntei os pedaços do sonho com coisas da nossa realidade, como a necessidade de proteger o nosso planeta antes que seja tarde.

  1. O título do seu livro desperta interesse em várias pessoas. O que te levou a esse título?

Eu costumo deixar o nome da obra para o final, assim eu já tenho uma ideia do resultado e do que poderá combinar com o texto.
O nome desse livro faz referência a uma das últimas frases ditas nele (Opa! Já estão curiosos? rs).


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