Título: O Feitiço Azul (Bloodlines #3)
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 416
A atual missão da alquimista Sydney Sage fez com que ela revisse seus conceitos não só sobre os vampiros, mas também sobre a própria organização à qual pertence, responsável por esconder a existência dessas criaturas do resto da humanidade. Sydney acabou descobrindo um grupo dissidente que tinha muito em comum com os alquimistas, mas objetivos bem mais radicais. Certa de que seus superiores estão guardando segredos sobre essa facção paralela, ela contará com a ajuda do misterioso ex-alquimista Marcus Finch para tentar desvendá-los. Mas isso só será possível se ela conseguir escapar de uma ameaça ainda mais urgente; uma feiticeira cruel que suga a alma de jovens usuárias de magia. Enquanto isso, a garota luta contra os sentimentos cada vez mais fortes pelo rebelde vampiro Adrian Ivashkov. Há tabus e preconceitos milenares arraigados entre as duas raças, que representam um obstáculo enorme para esse relacionamento. Mas Adrian é persistente e é o único em quem ela confia para enfrentar as ameaças que se aproximam. Será que Sydney conseguirá se libertar do seu modo de vida e se render a esse romance?
Se eu ainda tinha algum receio
com a série Bloodlines, O Feitiço Azul fez questão de pegar
tudo, amassar como uma bola de papel e jogar fora. Eis que me encontro em uma
situação de amor e ódio com aquela autora famosa por ser destruidora de
corações: Richelle Mead. Todas as
vezes que eu penso que ela vai estragar tudo que construiu até então, eis que
ela renasce das cinzas e faz com que eu adore cada vez mais esse mundo de
vampiros e alquimistas que ela criou. E sejamos sinceros: mesmo que a história
ao redor esteja muito ruim, Mead tem
uma maestria para criar personagens cativantes e por isso não tem jeito: é se
apaixonar à primeira leitura. <3
E, honestamente, eu já tinha perdido tempo demais com dúvidas e jogos. A única coisa que você aprende por ter constantemente a sua vida colocada em perigo é que é melhor você não desperdiçá-la.
Depois de ter sido completamente
envolvida por O Lírio Dourado, não
podia esperar menos de O Feitiço Azul do
que um livro que fosse ainda melhor ou pelo menos do mesmo nível do que o volume
anterior. Ainda assim, eis que Richelle
Mead consegue me surpreender: neste terceiro livro da série Bloodlines, a autora deixa um pouco de
lado toda a conspiração Strigoi e a missão de Sydney de proteger a princesa dos
Moroi e explora temas que ficaram praticamente como coadjuvantes nos livros
anteriores, como a magia e os questionamentos de Sydney sobre o que é
verdade dentre as tantas coisas que ela foi obrigada a acreditar durante toda a
sua vida.
Por causa disso, temos um enredo
muito mais focado na protagonista e em seu desenvolvimento pessoal. Como já
tinha dito na resenha de O Lírio Dourado,
a Sydney vem evoluído a cada volume:
enquanto em Laços de Sangue ela se
encontra totalmente perdida e sua inocência faz com que seja manipulada como um
boneco de pano, em O Feitiço Azul
ela é mais proativa na história e está a caminho de tomar todas as rédeas da
situação em que se encontra, o que faz desse livro o ápice de seu
desenvolvimento até então. Como eu já me identificava muito com a Sydney, isso só fez com que meu
envolvimento com a personagem aumentasse e com que a série me conquistasse de
vez.
Mas é claro que esse não foi o
único elemento que tornou O Feitiço Azul
o meu livro favorito da série até então: também existe o Adrian. Ai, Adrian! *suspiros*
Em O Lírio Dourado já tínhamos tido
alguns pedacinhos do romance entre a Sydney
e o Adrian, mas parece que foi nesse
terceiro volume que ele finalmente chegou a um ápice: nenhum dos dois consegue
resistir aos seus impulsos e todo aquele sentimento acaba vindo de uma forma
avassaladora. Tenho que confessar que o Adrian me conquistou de vez e agora não
tem mais saída, estou que nem todos os românticos de plantão que são fãs da
série: torcendo para que isso dê certo de algum jeito, afinal, podemos esperar de
tudo quando se fala em Richelle Mead.
Porém, uma coisa não mudou: a narrativa continua arrastada. Apesar
de ser bem construída, ela ainda demora muito a se desenvolver e chegar a um
ápice. Talvez essa seja uma característica da Richelle Mead, afinal, já são três livros que seguem esse mesmo
modelo, mas ainda assim, para pessoas que preferem leituras mais dinâmicas como
eu, isso é um obstáculo que precisa ser superado. Mas, ainda assim, com a sua
capacidade de criar situações em que ficamos com o coração apertado, com cenas
de ação que fazem valer a pena esperar e por ter essa flexibilidade de caminhar
por meio de vários aspectos sobrenaturais, Mead
ganha até mesmo o leitor mais exigente.
Você é a minha chama na escuridão. Nós afugentamos as trevas um do outro.
O Feitiço Azul com certeza foi o ápice da série Bloodlines até então. Richelle Mead conseguiu trabalhar com
temas diferentes do que vinha trabalhando até então, o que só foi uma
confirmação do quanto esse vasto mundo que ela criou pode ser explorado, e, por
ser uma série grande (6 volumes), essa foi uma excelente alternativa para que
os livros não ficassem maçantes. Apesar de alguns personagens importantes terem
ficando como plano de fundo nesse livro para que isso acontecesse, a autora
conseguiu desenvolver melhor a sua protagonista e fazer com que nos
apaixonássemos ainda mais pelo bad boy de
bom coração. Agora não tem jeito: depois daquele final, estou com as
expectativas lá no alto para o que ainda série reserva. Ai, meu coração!

Nunca li nada da autora e ainda não compreendo a adoração que ela tem de seus leitores.rs Mas já tinha ouvido falar dessa série, porém, nunca li nada sobre. Não me interessei muito por ser uma série grande, tô fugindo de séries novas pra poder atualizar as que eu já comecei a ler :'( Mas definitivamente quero ler algo da Richelle ;}
ResponderExcluirBeijos
http://mon-autre.blogspot.com.br/
Eu ainda estou no último de Academia de Vampiros apesar de já saber como termina. Concordo que a narrativa da Richelle é arrastada pra caramba, mas vou ler essa série eu adoro o Dimitri e acho que ele e Rose se merecem, mas eu amo o Adrian e acho que ele merece um final feliz!
ResponderExcluirBjs, Mi
O que tem na nossa estante